Maria do Espírito Santo versus Marina Silva
Reproduzo abaixo um texto publicado na Folha de São Paulo que julgo ser emblemático para o momento que hoje vive o Estado do Acre: às vésperas das eleições municipais, enquanto uma comissão de "notáveis ambientalistas de escritório" vinculados ideologicamente, funcionalmente e financeiramente ao Governo do Estado do Acre dirigem-se à Rio + 20 com propostas para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, o eleitor aqui residente está prestes a reprovar suas propostas nas próximas eleições, imputando-lhes uma derrota eleitoral (ver) que poderá significar a construção de novos caminhos para o desenvolvimento desta região da Amazônia.
No texto, a Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, defende o desenvolvimento sustentável aliado com a erradicação da pobreza e melhoria de vida da população e defende explicitamente o pequeno produtor rural, justamente o que fundamenta a proposta do principal pré-candidato da oposição, BOCALOM, do principal partido de oposição (PSDB) ao governo federal e que, no Acre contrapõe-se ao que foi até a presente data a bandeira do PT e de seus aliados (Frente Popular) que utilizaram o termo Florestania como síntese de sua política ambiental (ver), sem conseguir entretanto proporcionar melhoria à qualidade de vida das populações que vivem na floresta (ver) e ainda levando à falência econômica a maior parte dos pequenos produtores rurais, resultando inclusive em reconcentração de terras nas áreas de assentamento rural.
(vista parcial da cozinha de uma casa de produtor rural do Projeto de Assentamento Tarauacá, implantado sobre solos de maior fertilidade natural no Brasil- ver).
Estas posições parecem indicar claramente que, vencida a etapa das eleições, a oposição poderá ter muito mais afinidade ideológica e pragmática com o governo federal para a promoção do desenvolvimento ambiental e agrícola que o grupo hoje representado pela Frente Popular.
(foto de 2010 do programa Zona de Atendimento Prioritário no município de Feijó-AC (ver). Este programa foi um dos eixos de investimentos que o Governo do Acre com a promessa de levar serviços básicos e estruturantes às Zonas de Atendimento Prioritário (ZAPs) nas comunidades mais distantes. O programa teve previsão de duração de seis anos, contando com US$ 120 milhões do Banco Mundial e US$ 30 milhões de contrapartida do Governo do Estado do Acre).
A seguir, o artigo do jornalista Vesceslau Borlina Filho.
Paulo Wadt
Texto:
Ministra critica "ambientalistas de escritório" e diz que aprendeu com Lula
Venceslau Borlina Filho, Rio de Janeiro, Folha de São Paulo.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, deu novas demonstrações de reação às críticas sobre as ações ambientais do governo. Durante debate de abertura da Arena Socioambiental no Aterro do Flamengo neste sábado, a ministra fez um discurso inflamado com o microfone em punho, criticou os "ambientalistas de escritório" e disse que aprendeu a discursar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Izabella afirmou que está cansada de ouvir críticas que não consideram o desenvolvimento sustentável aliado com a erradicação da pobreza e melhoria de vida da população, e disse que está na hora de agir dentro das diversidades, e nunca retroceder. "Não basta só ficar fazendo discurso, fazendo política de 'achismo ambiental' de curto prazo dentro do escritório com ar condicionado. Vai perguntar da onde vem a energia", disse.
Uma das maiores críticas às políticas ambientais atuais é a ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (sem partido). No começo da semana, Marina afirmou à Folha que o governo da presidente Dilma Rousseff cometeu retrocessos na área ambiental. Nesta sexta-feira, Izabella reagiu e disse que Marina pode fazer as críticas. "Ela pode fazer as críticas. Eu não faço críticas; eu trabalho", respondeu.
Já neste sábado, Izabella reafirmou que tem que trabalhar, mas quando foi questionada sobre quem afirmava, disse que só estava "mais incisiva". "Eu não estou brava nada, só estou mais incisiva. Estou incisiva, não tem nada de bravura. Isso [discussão] é legal", disse. Antes, porém, a ministra afirmou que antes de assumir, tinham apenas mil concessões de título de regularização de terra para pequenas propriedades rurais. "Agora são mais de 11 mil", disse.
"Assim você faz a diferença, assim você faz política ambiental. Nós não somos um país que olha para trás para se envergonhar. Nós olhamos para trás para nos orgulhar e para reconhecer que nós temos que fazer muito mais pela frente", disse Izabella, ao microfone. "Não tem sentido desmatar ilegalmente neste país, mas não tem sentido tirar o produtor rural que está lá nas suas terras há 50, 70 anos, como foi muitas vezes feito", completou.
Em seguida, a ministra olhou para alguns deputados que estavam na plateia da arena e disse que são eles os responsáveis por fazer um Código Florestal mais justo. "É uma missão de vocês, deputados do PT, de fazer um Código Florestal mais justo. É do Congresso Nacional essa tarefa e também do povo, que deve exigir. É fácil escrever artigo de jornal e dentro do Congresso não convencer ninguém", disse.
Nesta semana, Marina Silva escreveu um artigo na Folha de S.Paulo e criticou os vetos da presidente Dilma sobre o Código Florestal. "Acredito que o governo está no caminho certo de incluir pessoas e preservar o meio ambiente. Não é só o Chico Mendes, um companheiro, um herói, que colocou na pauta, na agenda, o desenvolvimento sustentável e o ambiente amazônico. Deixou aqui meu reconhecimento público aqui à Maria do Espírito Santo, que morreu no ano passado com o seu marido, o Zé Cláudio, defendendo os assentamentos", disse Izabella.
Para acessar o texto original: clique aqui.
No texto, a Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, defende o desenvolvimento sustentável aliado com a erradicação da pobreza e melhoria de vida da população e defende explicitamente o pequeno produtor rural, justamente o que fundamenta a proposta do principal pré-candidato da oposição, BOCALOM, do principal partido de oposição (PSDB) ao governo federal e que, no Acre contrapõe-se ao que foi até a presente data a bandeira do PT e de seus aliados (Frente Popular) que utilizaram o termo Florestania como síntese de sua política ambiental (ver), sem conseguir entretanto proporcionar melhoria à qualidade de vida das populações que vivem na floresta (ver) e ainda levando à falência econômica a maior parte dos pequenos produtores rurais, resultando inclusive em reconcentração de terras nas áreas de assentamento rural.
(vista parcial da cozinha de uma casa de produtor rural do Projeto de Assentamento Tarauacá, implantado sobre solos de maior fertilidade natural no Brasil- ver).
Estas posições parecem indicar claramente que, vencida a etapa das eleições, a oposição poderá ter muito mais afinidade ideológica e pragmática com o governo federal para a promoção do desenvolvimento ambiental e agrícola que o grupo hoje representado pela Frente Popular.
(foto de 2010 do programa Zona de Atendimento Prioritário no município de Feijó-AC (ver). Este programa foi um dos eixos de investimentos que o Governo do Acre com a promessa de levar serviços básicos e estruturantes às Zonas de Atendimento Prioritário (ZAPs) nas comunidades mais distantes. O programa teve previsão de duração de seis anos, contando com US$ 120 milhões do Banco Mundial e US$ 30 milhões de contrapartida do Governo do Estado do Acre).
A seguir, o artigo do jornalista Vesceslau Borlina Filho.
Paulo Wadt
Texto:
Ministra critica "ambientalistas de escritório" e diz que aprendeu com Lula
Venceslau Borlina Filho, Rio de Janeiro, Folha de São Paulo.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, deu novas demonstrações de reação às críticas sobre as ações ambientais do governo. Durante debate de abertura da Arena Socioambiental no Aterro do Flamengo neste sábado, a ministra fez um discurso inflamado com o microfone em punho, criticou os "ambientalistas de escritório" e disse que aprendeu a discursar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Izabella afirmou que está cansada de ouvir críticas que não consideram o desenvolvimento sustentável aliado com a erradicação da pobreza e melhoria de vida da população, e disse que está na hora de agir dentro das diversidades, e nunca retroceder. "Não basta só ficar fazendo discurso, fazendo política de 'achismo ambiental' de curto prazo dentro do escritório com ar condicionado. Vai perguntar da onde vem a energia", disse.
Uma das maiores críticas às políticas ambientais atuais é a ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (sem partido). No começo da semana, Marina afirmou à Folha que o governo da presidente Dilma Rousseff cometeu retrocessos na área ambiental. Nesta sexta-feira, Izabella reagiu e disse que Marina pode fazer as críticas. "Ela pode fazer as críticas. Eu não faço críticas; eu trabalho", respondeu.
Já neste sábado, Izabella reafirmou que tem que trabalhar, mas quando foi questionada sobre quem afirmava, disse que só estava "mais incisiva". "Eu não estou brava nada, só estou mais incisiva. Estou incisiva, não tem nada de bravura. Isso [discussão] é legal", disse. Antes, porém, a ministra afirmou que antes de assumir, tinham apenas mil concessões de título de regularização de terra para pequenas propriedades rurais. "Agora são mais de 11 mil", disse.
"Assim você faz a diferença, assim você faz política ambiental. Nós não somos um país que olha para trás para se envergonhar. Nós olhamos para trás para nos orgulhar e para reconhecer que nós temos que fazer muito mais pela frente", disse Izabella, ao microfone. "Não tem sentido desmatar ilegalmente neste país, mas não tem sentido tirar o produtor rural que está lá nas suas terras há 50, 70 anos, como foi muitas vezes feito", completou.
Em seguida, a ministra olhou para alguns deputados que estavam na plateia da arena e disse que são eles os responsáveis por fazer um Código Florestal mais justo. "É uma missão de vocês, deputados do PT, de fazer um Código Florestal mais justo. É do Congresso Nacional essa tarefa e também do povo, que deve exigir. É fácil escrever artigo de jornal e dentro do Congresso não convencer ninguém", disse.
Nesta semana, Marina Silva escreveu um artigo na Folha de S.Paulo e criticou os vetos da presidente Dilma sobre o Código Florestal. "Acredito que o governo está no caminho certo de incluir pessoas e preservar o meio ambiente. Não é só o Chico Mendes, um companheiro, um herói, que colocou na pauta, na agenda, o desenvolvimento sustentável e o ambiente amazônico. Deixou aqui meu reconhecimento público aqui à Maria do Espírito Santo, que morreu no ano passado com o seu marido, o Zé Cláudio, defendendo os assentamentos", disse Izabella.
Para acessar o texto original: clique aqui.


Assiti pela Tv a fala da Ministra Izabela. Sem citar nomes, mandou um pau na Marina Silva e num monte de gente que reproduz sem crítica e sem conhecimento de causa seu verbo fácil.
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