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Mostrando postagens de junho, 2012

A fumaça e ausência de tecnologia são nossa realidade

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O uso do fogo em áreas agrícolas foi uma prática adotada corriqueiramente em todo o Brasil para a limpeza de áreas agrícolas ou, em áreas de fronteira agrícola, para a conversão de áreas florestais em áreas agrícolas ou pastagens. Essa foi uma tecnologia rotineira, apesar de resultar em maior exposição ao solo aos processos erosivos e no empobrecimento paulatino de sua fertilidade natural.  E a cultura do uso do fogo, principalmente na limpeza de áreas agrícolas, foi um fator não somente social mas também econômico, pois diante da indisponibilidade de outras técnicas para o preparo das áreas de plantio ou para a limpeza das áreas, o fogo representou uma alternativa barata e de fácil adoção.

O desafio da sustentabilidade

Quem acompanhou os discursos dos principais lideranças políticas presentes na RIO+20 deve ter percebido o quão distante foi a percepção destes líderes quanto aos problemas ambientais e a propaganda de sustentabilidade realizada pelo atual governo do Estado do Acre. Enquanto nossos representantes locais estavam preocupados em promover a comercialização de produtos madeireiros para um a promoção de um “Acre Sustentável”, outros líderes, como o presidente Rafael Corrêa (Presidente do Equador), nossa presidenta Dilma Rousseff e François Hollande (Presidente da França), entre muitos outros presentes, foram unânimes em priorizar a erradicação da pobreza como a principal objetivo do desenvolvimento sustentável.

Acre + 13: florestas estaduais do Mogno, Gregório e Liberdade

Em um dôssie publicado pelo Conselho Indigenista Missionário e apresentado à Rio + 20 (Cúpula dos Povos, Rio +20), faz-se uma severa crítica ao modelo de desenvolvimento sustentável adotado no Estado do Acre

Ozerina - A Marina Silva que não saiu do seringal

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A Marina Silva que não saiu do seringal, chama-se Ozerina*. Como a Marina Silva que foi estudar na universidade, foi senadora da República, Ministra do Meio Ambiente e candidata à Presidência da República, Ozerina também é uma mulher batalhadora. Mas não estudou, possui doze filhos, e continua morando em uma casa de paxiúba, no Projeto de Assentamento Tarauacá, localizado entre a sede dos municipios de Feijó e Tarauacá, no Estado do Acre. Foi aposentada por invalidez, mas a aposentadoria foi suspensa por junta médica; está cadastrada como beneficiária do bolsa família mas ainda não recebeu seu cartão de beneficiária.

A "Cidade do Povo" e o fim das fábulas de desenvolvimento sustentável no Acre

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Reproduzo uma matéria publicada no Jornal Acre Alerta, em função de sua clareza em tratar o que foi a política da Florestania e, uma questão que julgo ainda pouco explorado pela mídia local, que foi a tentativa de políticos ligados a Frente Popular que colocar a opinião pública contra o Ministério Público Estadual quando este solicitou que o projeto da Cidade do Povo atendesse as todos os procedimentos administrativos e técnicos quanto a avaliação de impacto ambiental do empreendimento. Práticas desta natureza, de não respeito as instituições públicas, são compatíveis apenas com governos autoritários e antidemocráticos.

Maria do Espírito Santo versus Marina Silva

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Reproduzo abaixo um texto publicado na Folha de São Paulo que julgo ser emblemático para o momento que hoje vive o Estado do Acre: às vésperas das eleições municipais, enquanto uma comissão de "notáveis ambientalistas de escritório" vinculados ideologicamente, funcionalmente e financeiramente ao Governo do Estado do Acre dirigem-se à Rio + 20 com propostas para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, o eleitor aqui residente está prestes a reprovar suas propostas nas próximas eleições, imputando-lhes uma derrota eleitoral ( ver ) que poderá significar a construção de novos caminhos para o desenvolvimento desta região da Amazônia. No texto, a Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, defende o desenvolvimento sustentável aliado com a erradicação da pobreza e melhoria de vida da população e defende explicitamente o pequeno produtor rural, justamente o que fundamenta a proposta do principal pré-candidato da oposição, BOCALOM, do principal partido de oposição (PSDB) ao ...

Monólogo com o rei (sobre a existência de pontes e outras entidades)

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A ponte sobre o rio Madeira está sendo construída e seu prazo de conclusão é para menos de um ano, dado o estado avançado em que as obras se encontram. Estará ligando Porto Velho ao sul do Amazonas, beneficiando municípios como Humaitá, Manicoré, Novo Aripuanã, Novo Aripuanã, Apuí, Canutama e Lábrea.

Os companheiros e os "demais"

Nossos amigos simpatizantes da Frente Popular gostam de falar que a oposição "não tem isto", a oposição "não tem aquilo", como se a oposição fosse um amontoado de gente sem propósitos, projetos ou boas intenções. Tudo asneira. A oposição hoje possui excelente quadros técnicos, muitos aliás, que abandonaram o apoio dado à Frente Popular há bastante tempo. Afinal, errar é humano; permanecer no erro que é burrice.

Show a la Nehnhenhê

Foi um show o debate de do pré-candidato à prefeitura de Rio Branco, BOCALOM, contra os companheiros (atuais e antigos da Frente Popular). Um show de cultura: Quem se lembrar da música Sampa, de Caetano Veloso, agora pode entender melhor  o verso "Narciso acha feio o que não é mesmo espelho" É que Narciso acha muito feio um político não ser corrupto. Narciso são foi capaz de compreender porque BOCALOM ao assumir a prefeitura afastou-se da iniciativa privada como empreendedor.  Não entende que é possível trabalhar por uma causa e ser honesto. Um show de transparência pública:

O rei está nú

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A política da Florestania fracassou e conseguiram transformar uma excelente bandeira para novas alternativas de desenvolvimento da Amazônia em um engôdo eleitoral. O produtor rural, que labutava no sol para produzir alimentos, foi tratado como criminoso. E se pagou muita consultoria com imagem de satélite para poder achar até uma pequena derrubada para lá do "vai quem quer", só para não perder a oportunidade de fazer bonito para uma ou outra ONG e multar um coitado de um pai de familia que estava fazendo seu roçado. E que hoje depende do bolsa família.

Código Agrário de Marina Silva

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Marina Silva é uma pessoa bem intencionada, mas que ainda vive em certo grau a cultura do barracão de seringal e não consegue ver com clareza as necessidades de seu próprio povo. Segundo a Folha de São Paulo, Marina Silva afirma "Não tenho dúvida que depois da Rio +20 será a política da terra arrasada sobre a legislação ambiental brasileira ( ver )"

Serpentes Peçonhentas e Acidentes Ofídicos no Acre

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Quando planejei este blog, imaginei como um espaço de debate, principalmente para contrapor a certas idéias e conceitos que de tanto repetidos, parecem se tornar verdade. A mentira sistemática foi inclusive uma tática adotada por Hitler no fortalecimento do movimento nazista na Alemanha. Entre essas idéias pré-concebidas estão diversos paradigmas sobre a Amazônia ou  que, no Brasil,  ciência e pesquisa de qualidade somente podem ser desenvolvidas nas Universidades da região sul-sudeste. Mas também aqui no Acre são feitas pesquisas com qualidade. E um destes exemplos é o professor Paulo Sérgio Bernarde , do campus Floresta, da Universidade Federal do Acre. 

A relação pesquisa e extensão na Amazônia

Uma das obras literárias que ainda repercutem no imaginário científico sobre a questão amazônica é a intitulada "A Selva Amazônica: do Inferno Verde ao Deserto Vermelho", de 1975 e autoria de Robert Gooland e Howard Irwin. A referida obra aponta a floresta amazônica como uma "selva impenetrável", cuja ocupação humana poderia resultar em um "imenso deserto escaldante", à semelhança do Saara.

Pesquisa e extensão agrícola na Amazônia

Há várias formas de promover o desenvolvimento sustentável da Amazônia sem a necessidade de cada ação ser transformada em uma bandeira político-partidária ou em uma atividade dos "contra isto ou contra aquilo". Em artigo publicado no Boletim Informativo da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo ( ver ) foram abordados dois exemplos. São também exemplos positivos da inserção da UFAC em busca de soluções sustentáveis para o desenvolvimento da agricultura na região sul-ocidental da Amazônia.

Até quando o Acre será uma terra de poucos favorecidos?

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Logo que cheguei ao Acre (2001) tive uma discussão com um colega de trabalho, onde eu dizia que em dez anos o Acre poderia estar produzindo muito alimento e ter uma agricultura tecnologicamente avançada. Acreditava que poderíamos produzir sem repetir os erros ocorridos em outras regiões do país e ainda teríamos a oportunidade de aproveitar a experiência e o conhecimento acumulado sobre manejo de solos tropicais.

A república cidadã

Li o texto ( A república do ego ) três vezes. Fiz as releituras para houvesse maior possibilidade de reflexão e assim compreender as colocações e pontos de vista do autor (Dr. Giordane Dourado). A análise aparenta ser extremamente lógica e levou-me ao aceitar a tese sobre as causas da corrupção, pelo menos à principio, ao adotar as premissas apresentadas como verdadeiras.