Eleições para Reitor na UFAC (I) - Universidade Até Quando?
A Universidade, com "U" maiúsculo, desde o final da Idade das Trevas (Idade Média) tem sido um fator diferencial para o desenvolvimento das sociedades modernas, seja em regimes republicanos, parlamentaristas, monárquicos, socialistas ou capitalistas. E não será diferente para o Brasil e, particularmente, para o Estado do Acre. Inclusive, foi somente a partir da valoração do conhecimento científico, iniciado com o processo de Iluminismo, que a própria humanidade experimentou uma evolução social e tecnológica sem precedentes em toda sua história.
Está na Universidade o papel de formação dos profissionais que irão, seja no setor público ou privado, criar as condições tecnológicas, éticas e morais para uma sociedade mais justa.
Não também por acaso, o MEC regulamentou por meio da Resolução CNE/CES nº 3 de 14 de Outubro de 2010 (ver), as normas e procedimentos para credenciamento e recredenciamento de universidades do Sistema Federal de Ensino.
Esta norma estabelece que a universidade poderá perder seu status jurídico caso não alcance, periodicamente, os índices de desempenho estabelecidos. Por exemplo, deverá alcançar "conceito satisfatório, igual ou superior a 3 (três), na Avaliação Institucional Externa como universidade, referente ao ciclo avaliativo do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES)".
Nesta norma que também se inclui a excepcionalidade de que "as atuais universidades que não satisfaçam à exigência do inciso VI do art. 3º poderão ser recredenciadas, em caráter excepcional, condicionado à oferta regular de, pelo menos, 3 (três) cursos de mestrado e 1 (um) de doutorado até o ano de 2013 e de 4 (quatro) mestrados e 2 (dois) doutorados até o ano de 2016, reconhecidos pelo MEC"
Na administração da professora Margarida Lima à frente da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação foi o período em que a pesquisa e a pós-graduação efetivamente mais ampliou-se na Universidade Federal do Acre (UFAC). Não foi por mérito ou iniciativa exclusiva da então pró-reitora, mas pela atuação de diversos grupos de professores que conseguiram credenciar junto a CAPES cinco dos atuais seis programas de pós-graduação da UFAC, mas sua atuação naquele momento foi inteligente e consciente, propiciando as condições necessárias para a criação desses cursos.
Já na administração seguinte, da professora Olinda Batista Assmar, houve um desastre geral, dada a ausência de qualquer política consistente para o fortalecimento da pós-graduação na universidade, e onde os cursos criados neste periodo (doutorado em rede e um mestrado) apresentam agora graves problemas de gestão em razão de interferências indevidas da administração superior no andamento desses programas.
Se não fosse o comprometimento e iniciativa do Coordenador do Curso de Pós-graduação em Agronomia/Produção Vegetal (Prof. Sebastião Elviro de Araújo Neto), enviando à CAPES/MEC, neste ano de 2012, uma proposta de criação de um doutorado para a UFAC, esta poderia correr o risco de terminar o ano de 2013 perdendo a condição jurídica de ser uma Universidade, passando para uma outra categoria institucional que seja compatível as suas condições institucionais (conforme próprio texto da citada resolução do MEC).
Portanto, apoiar a professora Olinda Batista Assmar em sua intenção de continuar na gestão da UFAC é um ato no mínimo irresponsável, pois esta gestão já mostrou que não tem possibilidade e visão estratégica para conduzir a universidade no cumprimento de seu papel institucional.
O outro candidato, o professor Jonas Pereira de Souza Filho, além de ter apoiado a indicação da professora Olinda Batista Assmar nas últimas eleições, perdeu o trem da história na momento de modernizar a universidade. Foi durante o período de sua administração que as universidades federais receberam o maior volume de recursos para investimentos e modernização de sua estrutura. Creio que em nenhum outro período da história a república brasileira investiu tantos esforços e recursos em suas universidades federais.
E somente aquelas universidades que tiveram má gestão não souberam aproveitar a oportunidade. O professor Jonas Pereira de Souza Filho não soube criar um novo ambiente universitário, priveligiando o papel central da universidade na geração do conhecimento científico. Lembro, inclusive, que em sua gestão, à exceção de alguns setores como a reitoria de pesquisa e pós-graduação, as práticas administrativas não estavam à altura do papel que se espera para a universidade pública. E esta perda de oportunidade reflete-se hoje na própria administração da professora Olinda Batista Assmar que representa, do ponto de vista das práticas de gestão, a continuidade do que o professor Jonas Pereira de Souza Filho construiu.
Portanto, sua eleição significará um atraso e um risco que a universidade não pode mais correr.
Outro candidato à reitor é o professor Minoru Martins Kinpara. Conheço-o pouco, e não poderia tecer muitos comentários sobre ele. Mas avaliei suas propostas e as considero insuficientes. Falta-lhe maturidade e visão das reais necessidades de reforma da gestão da universidade. Vejo seu discurso como um sonho impossível: como uma universidade que até hoje não possui nenhum doutorado próprio pode falar em inovação? Uma universidade que não faz o básico do básico, como por exemplo um calendário para a pós-graduação, pode pensar em ser inovadora? Porque uma coisa é certa, a inovação não é algo que "caia do céu", mas depende de muito esforço e organização em pesquisa, formação de recursos humanos e acumulação de conhecimento.
A UFAC precisa definir se quer continuar sendo uma Universidade, e neste contexto, estar preparada para fazer pesquisa e para atuar na formação de recursos humanos de alto nível, ou se será apenas uma escola de terceiro grau.
E por isto, que destaco como única candidata capaz de alcançar esta meta a professora Margarida Lima Carvalho.
Nos objetivos estratégicos de sua proposta administrativa está descrito a necessidade de "Elevar progressivamente a qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão, a partir de indicadores explicitados de qualidade validados nacionalmente pelos órgãos regulamentadores e agências de fomento vinculadas ao ensino superior" (grifo meu).
Neste objetivo estratégico está a condição essencial para que a UFAC continue sendo uma Universidade, e não corra o risco de ser descredenciada pelo MEC. Todos os candidatos deveriam ter este compromisso como principal objetivo a ser alcançado, pois sem isto, de nada valerá no futuro até mesmo esta greve por melhores salários e condições de trabalho. Porque as instituições privadas também recebem financiamento público por meio do FIES, por exemplo, e pode não tardar o tempo em que se julgue mais eficiente a universidade privada (ver).
No momento, somente a professora Margarida Lima Carvalho mostrou ter visão da importância deste processo. Por isto, terá meu voto e apoio para sua candidatura e espero daqueles alunos que queiram nos próximos anos terem seu diploma de universitário valido pelo MEC, a consciência da importância de seu voto e decisão neste momento tão crítico para a UFAC.
O mesmo recomendo para professores e funcionários: se não olharem para onde querem chegar, correm o risco de ficarem pelo meio do caminho. A sociedade brasileira está mudando. A Universidade já teve sua chance e está recebendo recursos vultosos para sua modernização, mas se perder a oportunidade de ter uma gestão eficiente e comprometida, de nada adiantará o choro no final.
A escolha é simples: ou aproveitamos a autonomia universitária conquistada com tanta luta e elegemos administradores competentes, ou pagaremos o preço da incompetência.
Paulo Wadt
Está na Universidade o papel de formação dos profissionais que irão, seja no setor público ou privado, criar as condições tecnológicas, éticas e morais para uma sociedade mais justa.
Não também por acaso, o MEC regulamentou por meio da Resolução CNE/CES nº 3 de 14 de Outubro de 2010 (ver), as normas e procedimentos para credenciamento e recredenciamento de universidades do Sistema Federal de Ensino.
Esta norma estabelece que a universidade poderá perder seu status jurídico caso não alcance, periodicamente, os índices de desempenho estabelecidos. Por exemplo, deverá alcançar "conceito satisfatório, igual ou superior a 3 (três), na Avaliação Institucional Externa como universidade, referente ao ciclo avaliativo do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES)".
Nesta norma que também se inclui a excepcionalidade de que "as atuais universidades que não satisfaçam à exigência do inciso VI do art. 3º poderão ser recredenciadas, em caráter excepcional, condicionado à oferta regular de, pelo menos, 3 (três) cursos de mestrado e 1 (um) de doutorado até o ano de 2013 e de 4 (quatro) mestrados e 2 (dois) doutorados até o ano de 2016, reconhecidos pelo MEC"
Na administração da professora Margarida Lima à frente da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação foi o período em que a pesquisa e a pós-graduação efetivamente mais ampliou-se na Universidade Federal do Acre (UFAC). Não foi por mérito ou iniciativa exclusiva da então pró-reitora, mas pela atuação de diversos grupos de professores que conseguiram credenciar junto a CAPES cinco dos atuais seis programas de pós-graduação da UFAC, mas sua atuação naquele momento foi inteligente e consciente, propiciando as condições necessárias para a criação desses cursos.
Já na administração seguinte, da professora Olinda Batista Assmar, houve um desastre geral, dada a ausência de qualquer política consistente para o fortalecimento da pós-graduação na universidade, e onde os cursos criados neste periodo (doutorado em rede e um mestrado) apresentam agora graves problemas de gestão em razão de interferências indevidas da administração superior no andamento desses programas.
Se não fosse o comprometimento e iniciativa do Coordenador do Curso de Pós-graduação em Agronomia/Produção Vegetal (Prof. Sebastião Elviro de Araújo Neto), enviando à CAPES/MEC, neste ano de 2012, uma proposta de criação de um doutorado para a UFAC, esta poderia correr o risco de terminar o ano de 2013 perdendo a condição jurídica de ser uma Universidade, passando para uma outra categoria institucional que seja compatível as suas condições institucionais (conforme próprio texto da citada resolução do MEC).
Portanto, apoiar a professora Olinda Batista Assmar em sua intenção de continuar na gestão da UFAC é um ato no mínimo irresponsável, pois esta gestão já mostrou que não tem possibilidade e visão estratégica para conduzir a universidade no cumprimento de seu papel institucional.
O outro candidato, o professor Jonas Pereira de Souza Filho, além de ter apoiado a indicação da professora Olinda Batista Assmar nas últimas eleições, perdeu o trem da história na momento de modernizar a universidade. Foi durante o período de sua administração que as universidades federais receberam o maior volume de recursos para investimentos e modernização de sua estrutura. Creio que em nenhum outro período da história a república brasileira investiu tantos esforços e recursos em suas universidades federais.
E somente aquelas universidades que tiveram má gestão não souberam aproveitar a oportunidade. O professor Jonas Pereira de Souza Filho não soube criar um novo ambiente universitário, priveligiando o papel central da universidade na geração do conhecimento científico. Lembro, inclusive, que em sua gestão, à exceção de alguns setores como a reitoria de pesquisa e pós-graduação, as práticas administrativas não estavam à altura do papel que se espera para a universidade pública. E esta perda de oportunidade reflete-se hoje na própria administração da professora Olinda Batista Assmar que representa, do ponto de vista das práticas de gestão, a continuidade do que o professor Jonas Pereira de Souza Filho construiu.
Portanto, sua eleição significará um atraso e um risco que a universidade não pode mais correr.
Outro candidato à reitor é o professor Minoru Martins Kinpara. Conheço-o pouco, e não poderia tecer muitos comentários sobre ele. Mas avaliei suas propostas e as considero insuficientes. Falta-lhe maturidade e visão das reais necessidades de reforma da gestão da universidade. Vejo seu discurso como um sonho impossível: como uma universidade que até hoje não possui nenhum doutorado próprio pode falar em inovação? Uma universidade que não faz o básico do básico, como por exemplo um calendário para a pós-graduação, pode pensar em ser inovadora? Porque uma coisa é certa, a inovação não é algo que "caia do céu", mas depende de muito esforço e organização em pesquisa, formação de recursos humanos e acumulação de conhecimento.
A UFAC precisa definir se quer continuar sendo uma Universidade, e neste contexto, estar preparada para fazer pesquisa e para atuar na formação de recursos humanos de alto nível, ou se será apenas uma escola de terceiro grau.
E por isto, que destaco como única candidata capaz de alcançar esta meta a professora Margarida Lima Carvalho.
Nos objetivos estratégicos de sua proposta administrativa está descrito a necessidade de "Elevar progressivamente a qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão, a partir de indicadores explicitados de qualidade validados nacionalmente pelos órgãos regulamentadores e agências de fomento vinculadas ao ensino superior" (grifo meu).
Neste objetivo estratégico está a condição essencial para que a UFAC continue sendo uma Universidade, e não corra o risco de ser descredenciada pelo MEC. Todos os candidatos deveriam ter este compromisso como principal objetivo a ser alcançado, pois sem isto, de nada valerá no futuro até mesmo esta greve por melhores salários e condições de trabalho. Porque as instituições privadas também recebem financiamento público por meio do FIES, por exemplo, e pode não tardar o tempo em que se julgue mais eficiente a universidade privada (ver).
No momento, somente a professora Margarida Lima Carvalho mostrou ter visão da importância deste processo. Por isto, terá meu voto e apoio para sua candidatura e espero daqueles alunos que queiram nos próximos anos terem seu diploma de universitário valido pelo MEC, a consciência da importância de seu voto e decisão neste momento tão crítico para a UFAC.
O mesmo recomendo para professores e funcionários: se não olharem para onde querem chegar, correm o risco de ficarem pelo meio do caminho. A sociedade brasileira está mudando. A Universidade já teve sua chance e está recebendo recursos vultosos para sua modernização, mas se perder a oportunidade de ter uma gestão eficiente e comprometida, de nada adiantará o choro no final.
A escolha é simples: ou aproveitamos a autonomia universitária conquistada com tanta luta e elegemos administradores competentes, ou pagaremos o preço da incompetência.
Paulo Wadt

Muito bom texto .... demonstra aguçada interpretação ... parabéns pelo blog que até o momento eu desconhecia.
ResponderExcluirAbçs
Eduardo Carneiro
www.eduardoeginacarli.blogspot.com
(transcrito do Facebook - https://www.facebook.com/jporfiro/posts/4084419516484)
ResponderExcluirProfessor Carlos ..., vi o texto [Eleições para Reitor na UFAC (I) - Universidade Até Quando?]. Sobre a dimensão deseducada, meio estúpida, e prepotente não vou fazer nenhuma menção, pois não o conheço pessoalmente. Se fizesse, poderia até ser injusto, pois talvez possa ser um ser humano de boa convivência, diferente do que aparece no texto.
Agora, em relação à sua análise da UFAC, é meio risível. Ele parece que está descobrindo a roda sobre a questão das exigências do MEC. Só ele sabe dessa situação? Mesmo assim, devemos observar as informações circularem. É assim que se debate, colocando as ideias [Embora discorde da forma que ele faz, com ares de estupidez, buscando desqualificar os demais]
Nem quero mencionar aspectos do texto quem não possuem nenhuma consistência, relacionado com a compreensão que tem do que significa uma universidade. Talvez esteja nos textos que virão, pois esse está intitulado como I.
Já a questão opinativa, defendendo um candidato, não podemos entrar no mérito, pois é uma questão de cada um dentro da Instituição [No caso específico, a preferência dele está longe da minha]. Historicamente, sabemos que tem gente na UFAC que se apresenta apenas tentando desqualificar terceiros. Talvez ele já tenha aprendido.
Meus candidatos são Minoru Martins Kinpara e Guida Aquino. E lá, temos como princípio respeitar os demais como ser humano. Até mesmo uma pessoa dessa, até mesmo os mais bárbaros.
De toda sorte, obrigado pela indicação do manifesto do professor.
Prezado Paulo
ResponderExcluirQue bom que a sociedade acreana, especialmente acadêmica, vem acompanhando as eleições mostra a compreensão da importância da UFAC para o desenvolvimento do Acre. Vou tentar contribuir com esta conversa narrando os argumentos, relacionados a temas que você trata no seu artigo, levantados por alunos da UFAC numa roda na semana passada.
Um dos alunos avaliou semelhante a você, reconhecendo que a administração passada que tinha na frente os professores Jonas, Olinda e Margarida perdeu a oportunidade de expansão e reestruturação da UFAC, encaminharam para o MEC uma proposta acanhada que não atendia as possibilidades colocadas no momento histórico e as necessidades de crescimento do ensino superior no Acre, bem como, a expansão da pesquisa e extensão, cederam a pressão ideológica da ANDES que trabalharam contra a expansão e o REUNI, por diversos motivos a gestão passada “amarelou” disse um aluno.
Os alunos estavam indignados quando souberam que os professores que estão na frente da Campanha da professora Margarida defenderam no Conselho Universitário da UFAC que as eleições deveriam ser já, durante a greve, prejudicando a participação, eles falaram: “quero ver como a professora Margarida irá pedir voto dos alunos se articulou contra a participação da classe”.
Os alunos já sabiam que os partidários da professora Margarida também encabeçaram um debate para impedir a construção do CEEAC, Centro de Pesquisa em energia elétrica e meio ambiente (Instituição no formato de Associação entre UFAC/Eletrobrás e empresas), em fase de construção no Campus, com recursos primeira etapa com financiamento de nove milhões da Eletrobrás. Um aluno da engenharia estava indignado e disse: “esta é uma reação contrária ao desenvolvimento do nosso curso e do Acre”. Neste período conversei com os coordenadores das engenharias que estavam insatisfeitos com esta reação conservadora.
Os alunos comentaram que os candidatos, com exceção do Minoru, defenderam e aprovaram no CONSU a proibição de divulgar A chapa de Reitor e Vice-Reitor com os nomes da equipe de Pró-Reitores, disse o aluno: “É mais democrático e transparente conhecer a equipe do primeiro escalão da UFAC”, “parece que estão querendo esconder algo contrário à comunidade universitária”.
O professor Paulo coloca que ação que qualifica a professora Margarida para a Reitoria foi à criação de quatro programas de mestrado durante a gestão passada dos professores Jonas/Olinda e Margarida, Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-graduação. Ressalta-se que foi no momento de expansão e incentivo da CAPES e realmente toda a gestão apoiou. O exemplo do mestrado em Saúde Coletiva foi criado pelo esforço dos doutores da área da saúde junto com o extinto Departamento de Ciências da Saúde (DCS) se articularam com a ENSP e conseguiram aprovar o mestrado na CAPES. É claro que a administração passada colaborou, mas a maior parte do mérito e iniciativa foi dos doutores e DCS. Devemos evitar a apropriação indevida.
Professor Pascoal Torres Muniz
Caro Prof. Pascoal.
ExcluirHá algumas perguntas ficam no ar após a leitura de sua análise:
Onde estavam você e seu candidato nestes tempos de "Jonas, Olinda e Margarida"?
Quando, como e por que nesta conjutura, você se tornou Vice da Chapa vencedora da última eleição e esteve na Gestao atual, até recentemente, momento em que saiu para atividade fora da UFAC?
Como foi a participação, sua e de seu, candidato na Gestao Atual?
Durante este quatro anos que você e seu candidato esteve na Gestao da Profa. Olinda, aponte para nós onde esteve "Jonas e Margarida"?
Por que somente no momento do período eleitoral, quando vocês decidiram propor uma chapa, saíram da Gestao Atual e passaram a se dizerem capazes de inovar? Esta capacidade não existiu antes? Foi a Reitora que não deixou acontecer? Ou faltou capacidade de condução política diante do poder da Reitoria?
Vocês, hoje, estariam negando todo o tempo que estiveram na Gestão da Reitora Profa. Olinda? É hora de assumir o que fizeram e o que não fizeram; isto também ajuda decidir em quem vamos votar.
Outra coisa, quantas pessoas decidem no CONSU? Se é um Conselho devem ser muitos!não? como, então apenas uma pessoa (o Minoru - que nao faz parte do CONSU, pelo que dizem pelos corredores da UFAC) defendeu e aprovou? Estamos diante de um defensor dos fracos e oprimidos? A aprovação é coletiva ou não?
Tenha piedade de nossa inteligência professor!
É isto.
Professor Pascoal Muniz,
ResponderExcluirPrimeiro, obrigado pelo debate. Precisamos perder o medo do debate, seja ele público ou privado, pois acredito que a possibilidade de se debater as questões permitirá, pelo menos para uma parcela dos eleitores, fazer uma escolha consciente.
Segundo, gostaria de corrigir alguma colocação que você fez. Quando eu disse do papel da professora Margarida na criação dos cursos de mestrado, fui claro ao escrever "Não foi por mérito ou iniciativa exclusiva da então pró-reitora, mas pela atuação de diversos grupos de professores que conseguiram credenciar junto a CAPES cinco dos atuais seis programas de pós-graduação da UFAC". A professora Margarida apenas facilitou as negociações. Participei ativamente de duas propostas que mestrado que foram credenciadas junto a CAPES, e tenho absoluta consciência do que significou seu papel naquele momento e do que tem sido feito atualmente (e você está correto em afirmar que foram quatro programas de pós-graduação, já que o MECo foi criado antes).
Nenhum mestrado da UFAC teria sido criado sem a atuação forte de grupos específicos de professores nos respectivos programas. Quiz apenas estabelecer um paralelo e, acho desnecessário neste momento elencar as medidas tomadas por uma ou outra administração.
Quanto ao fato da professora Margarida ter participado da administração do professor Jonas, como pro-reitora, não julgo isto uma fato depreciativo. Sei o que foi a pós-graduação na UFAC antes da gestão da professora Margarida, durante sua gestão e, finalmente, após sua gestão. Participei de muitas reuniões com ela, representando o mestrado em Agronomia ou junto com outros coordenadores, e sempre recebiamos um não quando o pleito não era adequado, ou um sim quando o pleito era viável. Muito diferente do que era feito antes e atualmente, onde sempre se diz sim para agradar, mas pouca ação efetiva é realizada.
Em relação aos professores que, estando a frente da Campanha da professora Margarida, defenderam no Conselho Universitário da UFAC que as eleições deveriam ser já, durante a greve, não posso argumentar pois desconheço este fato. E meu desconhecimento não significa que não seja real. Se houve isto, creio que há espaço para a apresentação dos argumentos.
Quanto a Construção do CEEAC, Centro de Pesquisa em Energia Elétrica e Meio Ambiente (Instituição no formato de Associação entre UFAC/Eletrobrás e empresas), em fase de construção no Campus, também não participei dos debates e acho justo sua preocupação. Está aí algo concreto que poderia ser debatido, não apenas por nós, mas pelos próprios candidatos.
A respeito da divulgação dos nomes dos possíveis pró-reitores, também desconheço o regimento do processo eleitoral, mas meu entendimento é que são cargos de confiança do reitor e que serão nomeados apenas após o final do processo eleitoral, ainda mais porque há possibilidade de um segundo turno nas eleições e novas composições podem serem feitas. Acho isto normal, como ocorre na maioria das eleições majoritárias (presidente da república, governador, prefeito). De qualquer forma, espero que entre esses pró-reitores estejam profissionais da UFAC comprometidos com o programa de gestão elaborado pela equipe de apoio da professora Margarida (no qual, não participei).
Finalmente, espero que críticas apresentadas efetivamente contribuam para o debate.
Paulo Wadt
Acho ridículo o "sincero medo do debate", que certos candidatos e seus respectivos apoiadores têm demonstrado. Posto isso, parabenizo os professores Paulo e Pascoal pelas iniciativas.
ResponderExcluirComo muitos alunos, não gosto de ficar alheio a acontecimentos tão importantes, tal como a eleição para a reitoria de nossa universidade.
Porém, antes de tomar decisões preciso de informações. E é extremamente aflitivo ver que tudo o que os candidatos e seus apoiadores fazem, nas redes sociais, não passa de militância barata.
Portanto, iniciativas como a de vocês são algumas das únicas formas que pessoas como eu têm de se informar acerca dos candidatos, suas propostas e acontecimentos relevantes. Continuem assim.
Todos devem lembrar que o professor Minouru que tanto quer inovar participou até fevereiro de 2012 da administração da atual reitora. Devemos perguntar, já que ele foi diretor da Diaden e depois da COCAM quantos cursos foram reformulados e quantos cursos foram criados no interior na gestão dele. Quanto ao fato da professora margarida ter alavancado a pós-graduação devemos lembrar que isso só foi possível por que ela fazia parte da administração do professor Jonas, o resto é bla, bla, bla de torcida organizada.
ResponderExcluirPrezado Paulo, acho que já me manifestei em relação ao aguçado senso de compreensão acerca da situação que a UFAC vivencia. Sou professor dessa instituição há 20 anos e meu exercício e minha capacidade intelectual têm sido colocados à serviço dos interesses da própria instituição. Lamentavelmente, nessas ocasiões que antecedem as eleições é comum aparecer gente que, se achando verdadeiros paladinos da verdade, tentam macular a trajetória de alguns colegas. Os "supostos arautos da verdade" comprometidos com interesses políticos e pretensões às vezes externas aos interesses da vida universitária, óptam por fazer análises generalizadas, equivocadas e descontextualizadas de determinados acontecimentos, no afã de pretender desqualificar as posturas e as práticas de professores verdadeiramente comprometidos com os interesses da instituição, cujas vozes sempre se manifestaram independentemente do contexto político da sucessão ou do compromisso com esta a aquela candidatura. Aliás, algo mais que natural o fato de cada um de nós dentro do arbítrio que nos cabe optarmos por qualquer uma das candidaturas que se apresentam á sucessão da Reitoria da UFAC. Causa-se estranheza que pessoas que adotaram posturas tímidas, para não dizer omissas, durante os últimos anos na gestão universitária da UFAC, possa se achar acima de todos. A candidatura da professora Margarida Lima de Carvalho e do Professor Silvio Simione, não têm partidários, até por que não representamos nenhuma sigla. Nosso grupo é plural e capaz de dialogar com diferentes posicionamentos, inclusive os de natureza política, sem, no entanto, nos rendermos às pressões da politica externa, pretendermos fortalecer forças políticas dentro da UFAC ou simplesmente, por uma questão de vaidade acadêmica ao ponto perder o senso de realidade sobre a verdadeira situação que a UFAC vivencia. Proselitismo é tudo que não nos interessa à essa altura dos acontecimentos!!! Por que será que a candidatura destes dois professores ou simplesmente uma manifestação de apoio como a que você fez, incomoda? Será que também teremos que falar de "omissões" "de não feitos" ou "não ditos"? A quem interessa o debate apequenado?? Se preciso for, podemos tratar do Projeto REUNI na UFAC, nas promessas, propostas de uma gestão catastrófica que avançou tanto que levou a UFAC à "beira do caos"? Será preciso lembrar também quem lhes deu sustentação e fundamento ou posicionar o lugar e a posição de determinados sujeitos?
ResponderExcluirProf. Mark Assen